CONCEITO MAITLAND

O Conceito Maitland foi desenvolvido pelo fisioterapeuta australiano Geoffrey D. Maitland.

Sua proposta defende que a abordagem terapêutica deve englobar avaliação criteriosa e raciocínio clínico. Não se trata apenas de uma técnica de mobilização articular.

É bastante utilizado para aliviar dores e restaurar a amplitude de movimento normal, devolvendo a funcionalidade.

O tratamento é baseado por mobilizações passivas e manipulações, de acordo com o quadro álgico apresentado na avaliação.

DERMONEUROMODULAÇÃO

Técnica desenvolvida pela canadense Diane Jacobs, aborda o sistema nervoso cutâneo e periférico através de estímulos nos receptores periféricos (pele e subcutâneo), que transmitem informação ao cérebro provocando uma série de mudanças nos tecidos e normalização do metabolismo do tecido neural em disfunção.

A abordagem proposta pela DNM é extremamente útil em pós-operatórios de cirurgias plásticas, uma vez que os nervos cutâneos – e às vezes os periféricos – são acometidos pelo dano tecidual causado pela cirurgia e/ou pela presença de fibroses e aderências decorrentes do processo de reparo tecidual.

CONCEITO MULLIGAN®

O conceito Mulligan® é um modelo de terapia manual composto de técnicas simples que se baseiam na resposta sintomática do paciente. Essas técnicas envolvem reposicionamentos articulares enquanto o paciente realiza simultaneamente o movimento sintomático. Se o reposicionamento for efetivo, o movimento sintomático torna-se assintomático.

As técnicas do conceito Mulligan não devem ser usadas para tratar dores em repouso, exceto quando são mínimas ou têm pouco significado para o paciente nessa situação, exacerbando-se com movimentos ativos. Muitos casos de sintomas significantes no repouso estão associados a patologias adjacentes que estão além das anormalidades biomecânicas comumente tratadas em fisioterapia e terapia manual.

Como o conceito Mulligan® trabalha com técnicas associadas a movimentos, alguns pacientes não se enquadrarão em seu uso. Isso ocorre porque, mesmo que se tentasse, provavelmente não se encontraria um estado sem dor, e a técnica teria de ser abandonada por não se enquadrar em um dos princípios básicos do conceito Mulligan (o de ser indolor).

Fonte: Torrieri Junior P, Pilderwasser DG. Conceito Mulligan. In: Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva; Macedo CSG, Reis FA, organizadores. PROFISIO Programa de Atualização em Fisioterapia Esportiva e Traumato-Ortopédica: Ciclo 6. Porto Alegre: Artmed Panamericana; 2016. p. 89-124. (Sistema de Educação Continuada a Distância, v. 1).

O conceito Mulligan® proporciona excelentes resultados em pacientes em pós-operatório de cirurgias plásticas e suas manobras são facilmente aplicáveis mesmo em períodos mais recentes da recuperação pois muitas são aplicadas com o paciente sentado e de pé.

MOBILIZAÇÃO NEURAL / NEURODINÂMICA

Em distúrbios neuro-ortopédicos, é impossível que haja apenas uma estrutura envolvida.

O sistema nervoso certamente estará envolvido, direta ou indiretamente em todos os problemas do paciente.

Sintomas são uma expressão da condição dos tecidos envolvidos (articulação, músculo, fáscia, tecido conjuntivo, etc…) quando conduzidos através do sistema nervoso e modificados pelo meio ambiente. É essencial que seja dada atenção a todos os fatores que possam influenciar os sintomas de um paciente e é necessário um modelo que não seja dominado por uma única estrutura, mas um em que todas as estruturas sejam levadas em conta.

Os sistemas nervosos central e periférico precisam ser considerados como sendo um só, uma vez que formam um trato contínuo. Está ligado de três maneiras: os tecidos conjuntivos são contínuos, embora em diferentes formatos. Estresses impostos sobre o sistema nervoso periférico durante o movimento são transmitidos para o sistema nervoso central. Se houver alguma alteração em alguma parte do sistema, haverá repercussões em todo o sistema.

A mobilização direta do sistema nervoso se dá através do deslizamento entre as interfaces teciduais: articulações, músculos, fáscias e pele.

Assim como em todas as terapias manuais – aqui em especial, exige habilidade técnica e acurácia, pois é uma das técnicas que exige maior percepção do terapeuta, pois não há uma alavanca de movimento como nas articulações, aqui é preciso ainda mais atenção às respostas teciduais e às tensões presentes nos tecidos envolvidos. Engloba reconhecimento da resistência encontrada, sintomas sentidos e suas correlações durante o movimento.

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