Durante muitos e muitos anos, cirurgias plásticas foram consideradas “procedimentos estéticos” e com isso, seus cuidados pós-operatórios eram realizados por esteticistas, que aplicavam protocolos utilizados generalizadamente. O tratamento era baseado no dia contado após a data da cirurgia, e todos os pacientes eram tratados com o mesmo protocolo (fato que infelizmente ocorre até hoje).

Resultados esperados, frequentemente eram mascarados pela presença de fibroses, que causavam limitações funcionais e estéticas (dor, limitação, irregularidades), e levavam à insatisfação de pacientes e cirurgiões. Muitos pacientes tinham que passar por uma nova intervenção cirúrgica, por vezes ainda mais limitante.

Um número enorme de pacientes com déficits funcionais por sequelas de cirurgias plásticas chegava aos consultórios de fisioterapia para tratamento. Ainda havia o agravante que pela falta de habilidade técnica do esteticista em lidar com o movimento controlado, os pacientes ainda eram submetidos a rígidas limitações de movimento “para não abrir as cicatrizes”.

O fisioterapeuta tem habilidade para executar movimentos controlados e até passivos, que protegem as incisões e ainda mantém a funcionalidade muscular e articular dos pacientes, uma vez que sabemos que manter um corpo com restrições de movimento por 1 mês aumenta muito as chances de disfunção neuromioarticular. Muitos pacientes desenvolviam dores crônicas, graves retrações musculares e até compressões neurais pela restrição ao movimento, que era somada a formação dos tecidos cicatriciais nas áreas operadas – uma grande extensão do subcutâneo, onde ocorre o descolamento tecidual durante o ato cirúrgico. Os problemas eram comuns não só pela presença de tecidos cicatriciais mas também pela abordagem bastante agressiva e traumatizante dos tratamentos propostos com massagens vigorosas, equipamentos de vácuo, ganchos e as mais diversas abordagens inadequadas.

  Com a fisioterapia manual ortopédica, o trabalho realizado também é preventivo. Mobilização de tecidos moles, movimentação passiva dentro dos limites de proteção às incisões, técnicas específicas e aplicadas individualmente, de acordo com o quadro clínico de cada paciente.

Atualmente, o profissional fisioterapeuta é reconhecido mundialmente por sua atuação imprescindível na restauração do movimento humano.

E não, não adianta dizer que cirurgia plástica é estética, pois antes de ser cirurgia estética, é uma cirurgia – e das mais limitantes funcionalmente quando não é bem acompanhada.

Somos experts na arte do movimento! Sabemos como, quando e para quê fazê-lo!

Nossas habilidades incluem uma diversidade de técnicas manuais, exercícios e educação terapêutica dos pacientes. Nossa abordagem vai muito além do uso de protocolos pré-estabelecidos baseados em conceitos ultrapassados. Aplicamos nossas estratégias individualmente para alcançar resultados efetivos. Pacientes em tratamento fisioterapêutico se recuperam muito mais rápido que quando não submetidos aos cuidados fisioterapêuticos e a recuperação é funcional.

Nada de limitações de movimento e retrações.

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