Fibroses, cicatrizes e aderências são características presentes em pós-operatórios de cirurgias plásticas.

Fibroses e aderências são “normais” durante o período de cicatrização, fazem parte da cicatrização, porém, não devem ser consideradas parte do resultado da final da cirurgia, devendo ser encaradas como alterações funcionais, portanto, cabíveis de tratamento fisioterápico.

As cicatrizes são o resultado do processo de cicatrização e a fisioterapia especializada (LTF®) disponibiliza recursos específicos para seu acompanhamento, porém, é importante lembrar que uma vez cicatriz, sempre cicatriz. A cicatriz nunca mais terá a mesma estrutura da pele normal.

As fibroses caracterizam-se pela presença excessiva de tecido cicatricial, com conteúdo rico em colágeno (por isso são tão resistentes). Aparecem devido ao processo de cicatrização (principalmente quando a cirurgia é extensa), levam frequentemente à formação de aderências que poderão limitar a função do indivíduo.  A prevenção deve ser o objetivo primário da terapia. A aplicação da estratégia de tratamento pela Liberação Tecidual Funcional® nos tecidos em cicatrização é utilizada como forma de prevenção e controle da formação de fibroses. São diferentes dos tecidos cicatriciais por terem quantidade aumentada de matriz extracelular, o que provoca uma alteração no equilíbrio mecanobiológico dos tecidos, alterando o metabolismo normal. Tecidos cicatriciais são apenas o resultado de uma lesão com alteração da organização do colágeno, sem excessos.

É importante lembrar que o uso de qualquer recurso que tenha em seu efeito fisiológico o estímulo de colágeno, não é adequado para tratar as fibroses, uma vez que se estimuladas elas permanecerão por tempo indeterminado nos tecidos.

As aderências podem ou não acompanhar as fibroses. São caracterizadas pela diminuição ou falta de mobilidade entre os tecidos, levando muitas vezes a limitações de movimento importantes. A imobilização por tempo prolongado pode aumentar ainda mais essas aderências, por isso nos tempos atuais não é recomendado a imobilização prolongada no pós-operatório, e sim movimento controlados e assistidos pelo profissional fisioterapeuta responsável pelo tratamento. Incluir atividades de vida diária pouco a pouco é imprescindível para que a reabilitação seja ainda mais efetiva.

Para o tratamento efetivo, é preciso respeitar as características do tecido cicatricial. A estratégia de tratamento pela LTF® atuará modificando a estrutura do colágeno cicatricial, afetando diretamente a orientação e o metabolismo da matriz extracelular. Com a evolução do processo de reparo, a cicatriz se encurtará como resultado da contração do tecido cicatricial e pode limitar a amplitude de movimento e a sua função, a menos que se interfira nesse processo.

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